Revista Reformador

O inesquecível 18 de abril

Aquele foi um abril diferente dos demais. Era o ano de 1857, o Projeto do Cristo de Deus previa a chegada do ad vento do Espírito de Verdade e, para isto, fez reencarnar, no início daquele século XIX, o missionário que iria desvelar para a Humanidade, com seu espírito caracterizado pelo bom senso acurado, a chegada do outro Consolador para explicar de forma clara e direta o Evangelho de Jesus Redivivo, a fim de iluminar a escuridão do materialismo vigente.

Nascia, como um sol de uma era nova, aquele 18 de abril que, com sua luminosidade, resplandeceu numa madrugada dourada a iluminar a sombria escuridão decorrente da inexistência de Deus, pregada pela ciência materialista.

Os primeiros raios deste sol vêm revelar que Deus é inteligência suprema, causa primária de todas as coisas e que o espírito é o princípio inteligente do Universo, esmaecendo, assim, as ideias materialistas vigentes que dispensavam a existência de Deus para explicar as coisas.

O sol daquela madrugada veio anunciado pelos Imortais, ao afirmarem que haviam chega do os tempos anunciados pelas Escrituras e eles, como ministros de Deus e agentes de sua vontade, vinham esclarecer e instruir os homens, abrindo uma nova era para a Humanidade.

Resultado do trabalho incansável e hercúleo realizado por Allan Kardec, aquele 18 de abril foi iluminado com a primeira edição de O livro dos espíritos, por tratar-se de uma obra totalmente revelada pelos Espíritos ao responderem os sábios questionamentos elaborados pelo missionário lionês Allan Kardec.

Hoje, 168 anos após, os homens, Espíritos encarna dos, não podem afirmar que desconhecem sua natureza, origem, de onde vieram, o que fazem aqui, para onde vão, por ausência de informação a respeito, mas, sim, por desinteresse em conhecer o livro que é de toda a Humanidade, porque é dos Espíritos, e Espíritos somos todos nós encarnados ou desencarnados.

Neste mês, portanto, em que se comemora a lançamento desta obra de origem divina, que esclarece, orienta e consola, só nos resta agradecer ao Pai Misericordioso e Bom, a Jesus e à falange de Espíritos que laboraram sabiamente para nos brindar com o advento do Espírito de Verdade, que veio, como outrora aos transviados filhos de Israel, trazer a verdade e dissipar as trevas.